As fraudes envolvendo reembolsos de planos de saúde se multiplicaram e se sofisticaram no pós-pandemia e viraram caso de polícia. São práticas variadas, que usam recibos superfaturados, declaram tratamentos estéticos como procedimentos médicos, e chegam a criar clínicas de fachada apenas para atestar serviços inexistentes.
Esse cenário tem preocupado as operadoras de saúde e causado grande impacto financeiro, com prejuízo estimado em mais de R$ 11,5 bilhões. A forma mais conhecida de fraude é o chamado reembolso assistido, em que a clínica se oferece para agilizar a liberação de ressarcimentos se o cliente informar login e senha do plano de saúde, e acaba cobrando por procedimentos não realizados ou inflacionando valores.
Entre 2019 e 2022, houve aumento de mais de 81% no montante de reembolsos concedidos pelos planos de saúde, passando de cerca de R$ 6 bilhões para R$ 10,9 bilhões. No mesmo período, as despesas totais das empresas com seus beneficiários aumentaram 19,5%, de R$ 172,8 bilhões para R$ 206,5 bilhões.
A ABRAHCT apoia toda e qualquer iniciativa realizada com o intuito de coibir essas fraudes, alertando seus associados a respeito dos riscos e impactos. “Os pedidos de reembolso tomaram uma proporção gigantesca e as fraudes são cada vez mais sofisticadas. Nós da ABRAHCT estamos extremamente preocupados com isso e totalmente solidários às operadoras e segurados de saúde nesse movimento antifraude”, ressalta Frederico Berardo, presidente da entidade.