Quem somos
A associação dos hospitais de transição no Brasil: por que ela existe e o que muda para quem está internado.
Por que existimos
O hospital de transição é uma etapa nova no Brasil.
Quem sai da UTI ou termina uma cirurgia nem sempre consegue ir direto para casa. Falta força para andar, falta segurança para engolir, falta a família saber cuidar. O hospital de transição existe para essa etapa: internação por tempo determinado, com equipe de médicos, enfermagem, fisioterapia e fonoaudiologia trabalhando junto, e com um objetivo declarado, que é a alta.
No Brasil, essa etapa é recente e não tem regra própria. O hospital de transição é regulado como se fosse hospital de agudos, aquele da emergência e da cirurgia, embora atenda outro paciente e tenha outro objetivo. Sozinha, nenhuma instituição muda isso, padroniza como se mede o cuidado ou produz dado sobre o setor inteiro.
A ABRAHCT existe para isso: reunir as instituições, combinar critérios comuns, levar o assunto a quem regula a saúde e publicar o que se sabe sobre o setor.
O que muda
O que muda para o paciente por a associação existir.
Uma associação não cuida de ninguém. O que ela faz aparece antes e depois da internação, no que passa a ser público, comparável e cobrado.
Um jeito só de contar o tempo de internação
Média de permanência não é opinião: tem fórmula. A associação adotou a fórmula do censo hospitalar do Ministério da Saúde, a mesma que a ANS usa, e publicou a calculadora. Assim o número de uma instituição pode ser comparado com o de outra.
Dado público sobre um setor que quase não tinha dado
Quantos leitos de transição existem, quanto tempo dura a internação, quanto da demanda o país cobre. A associação levanta esses dados e acompanha o que é publicado sobre o setor. Segundo o Diagnóstico do Setor, levantamento da ABRAHCT divulgado em abril de 2025, o Diagnóstico do Setor apontou 2.573 leitos de transição em operação.
Regra própria, no lugar da regra do hospital de agudos
Hoje o hospital de transição segue as normas escritas para o hospital de agudos, o da emergência e da cirurgia. A associação defende uma classificação específica e leva o assunto aos órgãos que regulam a saúde.
Uma lista pública de quem é do setor
A associação publica quais instituições estão associadas e explica o caminho de quem procura vaga. A conversa é direta com a unidade, sabendo com quem se está falando.
A ABRAHCT não interna paciente.
A associação representa o setor. Ela não tem leito, não agenda internação e não indica tratamento. A indicação é sempre da equipe médica que acompanha o paciente. Se você procura um lugar para alguém da família, conheça as instituições associadas e fale diretamente com cada uma.
Nossa história
Fundada em 2020 por dez instituições do setor.
A ABRAHCT nasceu em Assembleia Geral de Constituição realizada em São Paulo, em 26 de junho de 2020, reunindo dez instituições fundadoras de cinco estados. O estatuto social foi registrado em dezembro do mesmo ano, e o lançamento público veio em 2021.
26 de junho de 2020
Assembleia Geral de Constituição, em São Paulo: dez instituições fundadoras criam a associação e elegem o primeiro Conselho de Administração, presidido por Carlos Alberto Chiesa. Os três comitês técnicos — científico, regulatório e de comunicação e mercado — já estavam previstos na ata de fundação.
11 de dezembro de 2020
Estatuto social e ata de constituição registrados no 7º Oficial de Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica de São Paulo (nº 64.919).
2021
Lançamento público da associação, noticiado pela imprensa do setor como um marco para o segmento de transição de cuidados.
Agosto de 2023
Levantamento setorial da ABRAHCT registra 2.745 leitos dedicados à transição de cuidados no Brasil, ante 1.361 em 2018 — crescimento de 101,6% em cinco anos. A divulgação repercute na imprensa especializada.
Janeiro de 2025
A ABRAHCT convoca o setor a participar de estudo nacional sobre a transição de cuidados — o Diagnóstico do Setor.
Levantamento da ABRAHCT divulgado em agosto de 2023, comparado aos 1.361 leitos existentes em 2018.
Objetivos estatutários
O que o estatuto nos encarrega de fazer.
Em linguagem simples: reunir instituições sérias, formar e qualificar quem trabalha nelas, produzir estudo e conhecimento, e conversar com quem escreve as regras da saúde.
Resumo do artigo 3º do Estatuto Social, registrado em 2020.
- Congregar as instituições privadas do setor comprometidas com a ética e a qualidade na prestação de seus serviços
- Promover a ampliação e a liderança de atuação dos associados no setor de saúde suplementar
- Estimular a formação, o aperfeiçoamento e a especialização dos profissionais que atuam no setor
- Fortalecer o setor como modelo produtivo e de desenvolvimento econômico, incentivando a inovação e a pesquisa
- Contribuir para o aperfeiçoamento do modelo assistencial de saúde
- Promover a troca de experiências científicas, técnicas, empresariais e gerenciais entre os associados
- Desenvolver estudos e propor soluções para a preservação e o crescimento da saúde suplementar
- Desenvolver o relacionamento com os entes públicos regulamentadores e reguladores do setor
- Resguardar e defender os interesses dos associados, sempre dentro de conduta ética e legal
O que a associação declara sobre si
Texto declarado pela própria associação. A missão vem do objetivo principal do artigo 3º do estatuto social.
Missão
Promover a discussão e a busca de soluções inovadoras para o setor de hospitais e clínicas de transição, contribuindo para seu fortalecimento e sustentabilidade.
Visão
Ser reconhecida como a entidade referência no Brasil em hospitais e clínicas de transição.
Valores
Excelência, ética, liderança, segurança, conhecimento científico, equilíbrio.
Agenda regulatória
Por uma classificação específica para a transição de cuidados.
O hospital de transição é regulado hoje pelas normas escritas para os hospitais gerais de cuidados agudos, embora tenha objetivo e perfil de paciente diferentes. A ABRAHCT defende a criação de uma classificação específica para o setor e o estabelecimento de canais de diálogo com órgãos competentes como a ANVISA.
Para quem está procurando um lugar para um familiar, isso pesa. As unidades seguem hoje as regras dos hospitais gerais, feitas para outro tipo de internação, e não há uma classificação própria que descreva o que caracteriza um hospital de transição. É essa referência que a associação quer ver escrita.
Conduta e integridade
Compromisso público com a integridade do sistema.
Em 9 de agosto de 2023, a ABRAHCT declarou apoio público ao movimento de prevenção e combate às fraudes nos planos de saúde, e alertou as instituições associadas sobre os riscos e os impactos.
“Os pedidos de reembolso tomaram uma proporção gigantesca e as fraudes são cada vez mais sofisticadas. Nós da ABRAHCT estamos extremamente preocupados com isso e totalmente solidários às operadoras e segurados de saúde nesse movimento antifraude.”
Frederico Berardo, presidente da associação, na ocasião da manifestação.
Governança
Como a ABRAHCT se organiza.
Governança é quem decide e como se decide. Aqui, quem decide são as próprias instituições associadas, reunidas em assembleia. Quem executa é um conselho eleito por elas, que não recebe para isso. As regras abaixo estão no estatuto.
Assembleia Geral
A Assembleia Geral é o órgão soberano da associação, formada pelos Associados Efetivos. A Assembleia Geral Ordinária ocorre uma vez por ano, até 30 de abril.
Conselho de Administração
O Conselho de Administração tem de 3 a 5 membros eleitos em Assembleia Geral, com mandato de 2 anos: um presidente, um vice-presidente, um tesoureiro e os demais sem designação específica. Presidente, vice e tesoureiro não podem exercer o mesmo cargo por mais de dois mandatos consecutivos. Os conselheiros não são remunerados.
Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal é de funcionamento não permanente: quando instituído pela Assembleia Geral, é composto por 3 a 5 titulares, sem suplentes, com mandato que não ultrapassa o do Conselho de Administração.
Comitês técnicos
Os comitês técnicos são criados pelo Conselho de Administração e previstos desde a fundação da associação. Seus integrantes não são remunerados.
O Conselho de Administração é apoiado por três comitês temáticos: Científico, de Regulação e de Comunicação e Mercado.
Participe da construção do setor de transição de cuidados.
Se você chegou até aqui procurando cuidado para alguém, o caminho é a página das instituições associadas. Se você representa uma instituição do setor, a associação admite duas categorias de associados: Efetivos e Convidados. Os requisitos completos estão na página Associe-se.