O modelo dessas instituições, ainda pouco conhecido no mercado de saúde, garante a continuidade da assistência médica, entre diferentes níveis de cuidado, focado na jornada do paciente. O objetivo é amparar as pessoas que estão em recuperação e que ainda não estão aptas para retomarem suas rotinas diárias
Durante a Medical Fair Brasil, a Associação Brasileira dos Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT) organizou o simpósio “Hospitais de Clínicas de Transição: Quem São?”, que teve a participação da professora titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Malik, explicando os fundamentos do modelo que poucas pessoas conhecem. “Esse tipo de serviço de saúde é um conjunto de ações criado para assegurar a continuidade da assistência médica, entre diferentes níveis de cuidado, focado na jornada do paciente. Ainda existem poucos serviços neste estilo no mercado; por isso, é preciso promover a ideia, explicando o sentido que esse atendimento pode realizar para a comunidade”.
O propósito da ABRAHCT é cuidar dessas instituições, hospitais e clínicas, que amparam as pessoas em um momento importante de sua saúde: quando estão se recuperando de enfermidades agudas e ainda não estão aptas para retornarem às suas casas. “A realidade que cada um enfrenta como instituição do serviço serve para convergir e trocar experiências. Por isso, este é o momento certo para nos unirmos, padronizar processos e conceitos e criar uma forma de pensar, afinal somos diferentes do modelo tradicional dos cuidados médicos”, acrescentou o presidente do Conselho da ABRAHCT, Carlos Chiesa.
Frederico Berardo, vice-presidente do Conselho, moderou na feira um painel que reuniu os diferentes pontos de vista sobre este modelo de serviço e o caso do uso dos hospitais de transição durante a pandemia; seguido pela apresentação de Lucas Andrade, da Clínica Florence e Conselheiro da ABRAHCT, sobre o papel que os hospitais de transição desempenharam durante a pandemia e no tratamento e reabilitação pós-Covid19.
As operadoras de saúde também estiveram presentes no evento, representadas por Patrícia Neumann, diretora de Cuidados Transicionais da Amil. Ela ressaltou a experiência da operadora e como esse modelo tem conquistado importância na companhia. Já Elaine Ramalho, da Clínica Sainte Marie, trouxe um exemplo real de um paciente que, em pouco mais de um mês, apresentou uma excelente recuperação de pós-Covid-19.